alquimia do verbo
«agora fiquei triste, realmente,
emudeci
o que esta boca sente
quando sorri!
o jardim está sem gente
e anda um vago sonho por aí
quando voltar a minha força ausente
hei-de pensar neste alibi»
Mário Cesariny
"Sábias agudezas... refinamentos...- não! Nada disso encontrarás aqui.Um poema não é para te distraíres como com essas imagens mutantes de caleidoscópios. Um poema não é quando te deténs para apreciar um detalhe. Um poema não é também quando paras no fim, porque um verdadeiro poema continua sempre...Um poema que não te ajude a viver e não saiba preparar-te para a morte não tem sentido: é um pobre chocalho de palavras." Projecto de Prefácio, Mário Quintana
«agora fiquei triste, realmente,
emudeci
o que esta boca sente
quando sorri!
o jardim está sem gente
e anda um vago sonho por aí
quando voltar a minha força ausente
hei-de pensar neste alibi»
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Mariana
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Tuesday, December 05, 2006
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Labels: Mário Cesariny
Foto: Gui
Santo Amaro (Pico/Açores)
«Quando me perco
busco um abrigo
ou um tecto que não tolha os meus sentidos
E se o teu céu, por ser maior,
cobrir o pranto?
eu vou!
Quando me peco
sigo uma estrela
que não brilha igual
em todo o firmamento.
E se cair para lá das ilhas encantadas?
eu vou!
Se o teu nome não fosse
o do pecado,
ou da benção que o céu
hoje me deu,
nem por montes,
nem por mares
onde o sol nunca nasceu,
perderia o rasto
de um sorriso teu!
Quando me perco
sigo uma voz
que me chama bem do fundo
das certezas.
Mesmo que chegue
como um canto de sereia?
eu vou !
Quando me perco
ou se me encontro,
ou se me der para ser banal
tal como agora,
tudo não passa
da vontade de dizer?
eu estou !»
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Mariana
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Monday, December 04, 2006
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Labels: Para a Kaya